A Leitora

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20170803_220041Livro de estréia de Traci Chee, publicado pela Plataforma 21, A Leitora se passa em um mundo fictício chamado Kelanna, tão fascinante quanto perigoso.

Tendo como personagem principal Sefia, uma sobrevivente, que ainda na infância tem seu pai assassinado, e sua tia, com quem passou a viver, sequestrada. Passando a viver sozinha na selva, vagando e se escondendo de todos, tendo como única ligação com sua família e seu passado um misterioso objeto retangular (O Livro), que ela “ganhou” no dia em que seu pai morreu.

– A vida é mais do que ser jovem e bonita… ou feliz, na verdade.

Sefia pensou em sua própria vida. Ela não estava vivendo para ser feliz. Fazia muito tempo desde a última vez que desejava algo tão simples quanto a felicidade.

Vivendo com sua tia, Nin, Sefia aprende a a roubar, caçar, rastrear animais, aprende tudo o que sua tia julga ser necessário para a sobrevivência, mas nada disso a ajudará a descobrir o paradeiro da tia, se ela ainda vive, ou mesmo o porque seu pai foi assassinado.

Os sequestradores de sua tia e assassinos de seu pai, sabem que Sefia tem O Livro e a caçam impiedosamente para consegui-lo. Numa sociedade analfabeta, onde todas as tradições e histórias são passadas e perpetuadas oralmente, saber ler e ser detentor de um livro é ter em suas mãos um grande poder. E com a ajuda de um garoto que Sefia resgata dos mesmo raptores de sua tia, ela parte numa jornada para resgatar sua tia e descobrir o que realmente aconteceu no dia em que seu pai foi morto – e para punir os responsáveis.

Livros são objetos curiosos. Eles têm o poder de aprisionar, transportar e, se você tiver sorte, até de transformá-lo.

Sua história se cruza com a história e os personagens que ela lê em seu livro (como o Capitão Reed e sua tripulação), e de repente ela se lê no livro, e já não consegue mais saber o que é verdade, como o livro pode conter sua história, como ele pode saber o que aconteceu e o que ainda vai acontecer?

Nesse fabuloso livro nos transportamos para Kelanna, e nos vemos facilmente torcendo e brigando com Sefia, chocada com a brutalidade a que algumas pessoas são submetidas e também encantados com o Capitão Reed e sua lendária tripulação.

Você é mesmo o leitor ou você é lido?

Em toda sua encantadora história, a única coisa que me desagradou foi o fato de Sefia do nada aprender a ler sozinha, desconfio muito que quem nunca teve acesso as letras não iria de uma hora pra outra aprender a ler, descobrir os fonemas e os significados das palavras.

Um livro muito lindo de se ler, apesar das suas 464 páginas, a leitura consegue fluir com facilidade, e as três histórias que se desenvolvem simultaneamente se encaixam de um maneira perfeita. E ainda tem a mensagem “secreta” que se encontra pelas páginas do livro, que nem é tão secreta assim, é um easter egg bem fácil de se achar.

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Só os animais salvam

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20170718_142010Livro de Ceridwen Dovey, publicado pela DarkSide Books, reúne fragmentos e personagens da obra de escritores imortais. O livro contém vários contos, narrados a partir do ponto de vista dos animais, são dez contos no total, que se passam desde 1892 até 2006.

A obra traz os pontos de vista de um camelo, uma gata, um chimpanzé, um cachorro, um mexilhão, uma tartaruga, uma elefanta, um urso, um golfinho fêmea e um papagaio. Talvez por terem sido escritos por pessoas diferentes, os contos apresentam formas distintas de escrita. Alguns são de uma escrita, doce e leve e outros tem um tom mais agressivo.

É pior ter a liberdade e perdê-la ou nunca saber o que é ser livre?

Não posso dizer que gostei e nem que não do livro como um todo. Vou mostrar minha opinião em cada conto entre bom, médio e ruim (essa é apenas a minha opinião e para efeitos comparativos entre os contos):

  • Alma de camelo -> médio
  • Alma de gata -> bom
  • Alma de chimpanzé -> ruim
  • Alma de cachorro -> bom
  • Alma de mexilhão -> ruim
  • Alma de tartaruga -> médio
  • Alma de elefante -> bom
  • Alma de urso -> bom
  • Alma de golfinho -> bom
  • Alma de papagaio ->  médio

Um livro diferente, porém parece que a editora não teve cuidado com a finalização do texto livro, pois percebi muitos erros de ortografia e pontuação. No mais o livro tem a mesma encadernação linda que é marca registrada da DarkSide Books. Recomendo a leitura antes de comprar o livro.

A guerra que salvou a minha vida

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20170707_144033Livro escrito por Kimberly Brubaker Bradley, publicado pela DarkSide Books, fala sobre a estória de Ada e seu irmão Jamie, e se passa na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Quando li a sinopse do livro, pensei que ele seria algo entre O Diário de Anne Frank e A menina que roubava livros. Minha intuição se provou acertada.

Esse é um livro doce, apesar de se passar no horror da guerra, mostra o quanto as pessoas podem ser incompreensivelmente detestáveis, como a mãe das crianças. E mudar completamente como a Susan, que no início não queria as crianças (por se achar incapaz de cuidar de alguém), e depois não suportou ficar sem elas.

Eu nunca quis ter filhos porque a gente não pode ter filho sem se casar, e eu nunca quis me casar. Quando a Becky morava aqui comigo, eu era a pessoa mais feliz do mundo. Não teria trocado aquilo por nada, nem por filhos.

O livro nos mostra a transformação das personagens, de Ada, uma menina que vivia trancada em casa e só sentia o ódio da sua mãe porque ela nasceu com o pé torto (belo motivo, heim?), a uma menina que aos poucos ia se sentindo mais confiante. Ele demora para se achar merecedora de amor, mesmo que demore a perceber isso. Para o Jamie é mais fácil e mais difícil ao mesmo tempo. Ele sempre teve “amor” e liberdade, mas por ser novo sente falta da mãe.

A guerra que salvou minha vida, é aquele tipo de livro que você não quer largar até terminar de ler. A única coisa que não gostei, além da mãe – claro, foi o fato de achar que o livro terminou apressado. Super indico, entrou pra lista dos favoritos.!

S. – O navio de Teseu

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20170707_095654Esse definitivamente é um dos livros mais bonitos que já peguei em minhas mãos. Esse é um livro que podemos chamar de 2 em 1. Por fora o livro de autoria de J. J. Abrams e Doug Dorst, publicado pela Intrínseca, intitulado S. E dentro o livro O navio de Teseu, de autoria de V. M. Straka, publicado pela Editora Sapatos Alados.

O Navio de Teseu, conta a estória de S., homem que desconhece seu passado, seu presente e seu futuro… Ele não sabe quem é, onde está, ele não sabe absolutamente nada sobre si ou sobre os outros. No meio a tantos acontecimentos, na busca por si mesmo, se vê em um navio medonho (no mínimo – Uma ótima ideia para Stephen King), depois em meio a uma revolução, fuga desesperada, busca por sua identidade, busca pela mulher que ele jura saber quem ele é.

Já o livro S, conta a história de Eric e Jen, dois jovens que conversam através de anotações nas margens do livro, da sua busca por descobrir quem é Straka, por entender a obra e si mesmo. Através dessa busca e desse contato impessoal, eles acabam por descobrir mais um do outro, mais de si mesmo, sem saber ao certo onde isso tudo vai dar.

Você nunca pode saber antecipadamente, grandes decisões demandam FÉ.

Voltando a falar do livro em si, é preciso seguir alguns passos, para que a sua leitura consiga fluir e não fique tudo tão confuso, comecei lendo tudo de uma vez e não deu certo, abandonei por 6 meses. Decidida a voltar e ler e concluir, busquei na internet melhores modos de alcançar meu objetivo, e o lugar mais completo que achei foi no blog Café da Alice, da fofa Gui Margutti.

Então segue aqui os passos que ela indicou com algumas ressalvas minhas:

A forma como a Gui Margutti sugere:

Fase 01

Explorar a obra. Explorar no sentido de apreciar cada pedacinho. Observar caixa “S.”, o livro ” O Navio de Teseu”, a lombada, os anexos (sem tirá-los da ordem) e maravilhar-se com a composição dela.  

Feito isso, inicie a leitura pelo livro central, sem pressa, por completo. Leia O Navio de Teseu (ONDT), incluindo notas de rodapé e anotações a lápis de Eric. Na parte a lápis está voz solitária de Eric, antes da entrada de Jen na história. Dê bastante atenção à introdução do livro.

Recapitulando. Fase 01 – Livro Principal + Anotações solitárias de Eric.

Fase 02

Aqui, é hora de ler a historia localizada nas margens do livro, de Jen e Eric, escrita em lápis, caneta azul e caneta preta. Essas cores mostram o diálogo inicial entre eles.  Lembrando que essa é uma história não linear. Identificar as cores das canetas irá te ajudar a entendê-la cronologicamente. 

Nessa fase 2, antes de iniciá-la, releia o prefácio para fixar os nomes dos possíveis candidatos  ao misterioso Straka. Anote-os para se familiarizar bem!

Dessa vez, reler as notas e abrir documentos, que estiverem relacionados às anotações dessa fase. (Fase: lápis, caneta azul e caneta preta). 

Sabemos que há vários ‪‎enigmas, tenha em mãos papel e caneta para anotações.

Fase 3

Leia a história escrita à caneta nas cores verde e laranja, (aqui eu sugiro ler primeiro só as verdes e laranja para depois ler as) em roxo e vermelho. Você deve se lembrar de que as cores servem para dar uma perspectiva cronológica. Dê atenção às notas de rodapé relacionadas e aos documentos anexados propostos às anotações de cada cor.

Fase 4 (Onde a mágica acontece! ;] )

Leia, novamente o prefácio, e perceba que algumas coisas, agora, te farão sentido. Nessa fase, siga as anotações em preto, aquela com caneta mais densa. No livro dá para identificar certinho a diferença de textura. (Confesso que não foi tão fácil assim pra mim, por mim a editora devia ter escolhido outra cor.)

Nessa ultima etapa você já estará com bastante informação e inclusive com suas próprias anotações. Você conseguirá responder a várias perguntas. 

Você já saberá:

* Quem é FXCaldeira

* Quem tem mais chances de ser Straka

* Quem é o homem que persegue Eric

* O que houve com Sola

* Quem é o homem que persegue S.

* O desfecho de ONDT e várias outras coisas. 

Esse será o ponto onde você se sentirá realmente compreendendo o livro.  

Depois de tudo isso ainda pode lhe restar a dúvida de para que serve o último anexo, só entendi depois de ver esse vídeo da Gui, como usar a Roda de Ëotvös, mas mesmo assim tive dificuldade em conseguir desvendar. Mas nada que um conversa não tenha dado jeito.

Mesmo depois de seguir todas as etapas e ter lido o livro umas 3 ou 4 vezes, ainda fiquei com dúvidas e questões que estão em aberto, a partir daqui vai rolar SPOILERS, portanto sugiro que pare de ler caso ainda não tenha lido o livro.


ALERTA DE SPOILERS


->  Nas páginas 54/55 tem anexada dois telegramas, não encontrei referência a eles no texto.

-> Na página 64, eles falam de uma transcrição de um áudio, Jen pede para ler, e logo depois agradece. Por que eles não nos disponibilizaram esse anexo?

-> Na página 434,  Jen escreve: “Imagine se você soubesse sobre o macaco na época”? . Que macaco gente? O do barco? O do tocador? Não entendi, isso eles devem ter discutido quando finalmente (Aleluia, Amém) se encontraram ao vivo.

-> Filomena sabia que Straka a amava? Ele disse isso em “Coriolis”? A mensagem dela é uma resposta ou uma declaração? Voto na segunda hipótese, mas vai saber, né?

-> Tinta e caneta como instrumentos mortais (literal e figurativamente), apenas alusões ao trabalho e a dimensão do trabalho de escritores?


FIM DOS SPOILERS


S. é uma declaração intensa de amor à palavra escrita.

Consideração final:

Mesmo que ao terminar de ler, você ainda se sentir confuso, sem entender muita coisa, ainda assim vale a pena ter lido. O livro foi feito com um primor e um carinho absurdo. Está absurdamente lindo.

Só acho que a Editora Intrínseca poderia ter tido mais cuidado na hora de imprimir a Roda de Ëotvös, mas fora isso, estão todos de parabéns pela maravilhosa obra.

Estou com uma imensa ressaca literária.

Imperfeito

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orca-image-1494233842680.jpg_1494233842805Esse foi o segundo livro, do Robson, que eu li. E mais uma vez ele conseguiu me cativar com a estória, as personagens bem construídos, que várias vezes me perguntei se não era uma estória autobiográfica. Parabéns! Você constrói as personagens como os grandes escritores.

Gente, parecia que eu estava ouvindo um de meus alunos contando suas estórias, seus dramas, suas dúvidas. Até o linguajar usado pelos alunos, não vou mentir, que me choca e me deixa triste ver as pessoas se tratando assim, mas é isso mesmo que acontece na realidade.

Mas vamos a estória do livro. O livro fala da estória de Daniel, um jovem que acabou seu ensino médio e está ingressando  na faculdade. Além de todas as mudanças que já ocorrem normalmente nessa época, ele se vê em meio uma reviravolta na sua vida.

Após a festa de despedida do Ensino Médio, uma dúvida o assola, sua sexualidade, que ele sempre julgou tão bem resolvida. E agora? Em meio a tantas dúvidas, sua vida se torna um emaranhado de confusão, quando ele mesmo é preconceituoso e não se aceita. Fingindo ser quem não é, ele machuca todos a sua volta, mas principalmente a si mesmo, tal como uma bomba quando explode.

Já na faculdade ele continua com o teatro de fingir ser o que não é, não se permitindo ser feliz, sobretudo por medo, medo do que os amigos vão pensar, medo da reação de seus pais…. tantos medos. E quem não sente medo? O desconhecido assusta, mas o conhecido pode assustar mais, se ele é feito de intolerância, preconceito, e violência, simplesmente por ser o que é. Por ser diferente do que se julga ser normal.

Juntos somos universo.

Na faculdade ele encontra em Bernardo, o amor. Encontra em Lú, a amizade. Mas principalmente ele se encontra. E é em casa que ele é pela primeira vez, vítima da homofobia. Fora de casa, ele procura por um sentido, sem conseguir falar com o amigo Andy, vai parar num bar e depois de beber toda a noite, acaba sendo pela segunda vez, vítima da homofobia.

Até quando vamos aceitar que alguém por apenas querer viver sendo como é, apanhar até morrer, ou quase. (Até quando?!?!) Por que isso incomoda tanto os outros?!?!?

Nosso principal, acorda alguns dias depois no hospital, sem entender ainda o que aconteceu e porque ele foi parar lá.

 O livro faz você amar e odiar Daniel ao mesmo tempo, dá vontade de entrar na estória e dá um “se ligue” nele. Mas quem nunca teve medo que atire a primeira pedra. Esperando ansiosamente pelo dia em que isso seja apenas história, um história triste e vergonhosa, mas que ficou no passado.

10 segundos: Um conto de Ano Novo

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received_10212500457854025Bem esse é o primeiro, de muitos, contato que tenho com obras do Robson Gabriel. Acho que comecei bem,
é uma obra super fácil de ler, mas tão fácil que acaba rápido demais. Alguns podem até torcer o nariz por ser um romance gay, romance é romance… tem umas pitadas hot warm… algo que ninguém ia se ofender se fosse hétero… Aff… Cansada de tanto preconceito besta.

Além do que o fato da personagem principal ser gay, deixa tudo muito mais divertido. As citações que ele faz, me fez morrer de rir.

Santa Lady Gaga!

Mas vamos a estória… Willian é gordo, negro e gay… combinação que o levou a aturar muitos preconceitos e a se auto-vitimizar, até que ele resolveu deixar isso tudo pra lá e simplesmente viver a vida.

Então ele resolveu realizar seu sonho, de ir ver a “bola purpurinada” lá na Time Square. Passar o réveillon em Nova Iorque, finalmente realizar o sonho de adolescente… Então juntou todo seu dinheiro e #partiu #realizarsonhos.

O que Will não contava era que ia dar de cara com seu ex-namorado, Thiago, pouco tempo depois de desembarcar. Lado bom, não estava mais perdido numa cidade onde não conhecia nada e não falava o idioma. Lado ruim, era a última pessoa que ele esperava encontrar lá.

Entre prós e contras, ele resolve escutar o que Thiago tem a dizer, e o seguir pela cidade, aceitando-o como guia, e vendo que mesmo depois de tudo o que se passou e depois de tanto tempo, algum sentimento ainda existe entre os dois.

Então depois de tudo ele se vê, em uma posição privilegiada para ver a contagem regressiva, e a descida da bola, ao lado do homem que ama, e para completar com champanhe a disposição.

Um conto lindo para nos inspirar a lutar por nossos sonhos e acreditar no amor.

Recomendo demais!

A mais pura verdade

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20170407_0719281.jpgLivro de Dan Gemeinhart, publicado pela Novo Conceito, é um livro que conta um linda e emocionante estória de um menino que quer apenas poder tomar suas próprias decisões, que quer realizar seu grande sonho. Ao longo da narrativa, ele descobre que suas escolhas podem não ter sido tão boas assim. Mas mesmo com escolhas, não tão acertadas assim, ele sempre conta com a companhia e a fidelidade de seu cãozinho Beau e de sua amiga Jessie.

Mark tem dois hobbies distintos para uma criança, gosta de escrever haicais e tirar fotografias com sua câmera antiga.  E um sonho, alcançar o topo do Monte Rainier, e ele luta para realizá-lo, nem que seja a última coisa que ele faça, pois ele acredita firmemente que nunca é tarde a maior aventura da nossa vida.

O mundo inteiro é uma tempestade, eu acho, e todo nós nos perdemos em algum momento.

Mark tem dois hobbies distintos para uma criança, gosta de escrever haicais e tirar fotografias com sua câmera antiga.  E um sonho, alcançar o topo do Monte Rainier, e ele luta para realizá-lo, nem que seja a última coisa que ele faça, pois ele acredita firmemente que nunca é tarde a maior aventura da nossa vida.

Esse é um daqueles livros que faz  você ter empatia imediata pelo protagonista, você sofre com ele, torce por ele, se vê dizendo: -“Faz isso não, Mark.” Torcemos para que ele consiga realizar seu sonho, torcemos de verdade. Nos vemos na mesma angústia de Jessie, a única que sabe de tudo. Decisão difícil de tomar, se manter fiel ao seu amigo ou fazer o que todos considerariam o correto a se fazer?

A narrativa é fluida e não dá vontade de parar de ler, daqueles livros para se ler numa sentada só, aquele tipo de livro que você não quer que acabe, a estória é linda demais, mas que você quer que acabe, pois precisamos desesperadamente saber qual é o final.

Super-recomendo a leitura!

Quando tudo volta

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wp-1487349008744.jpgLivro de estreia de John Corey Whaley; uma boa estreia por assim dizer. O livro conta duas estórias simultaneamente, alternando entre seus capítulos, até o ponto em que as duas estórias se unem.

Eu achei um bom livro com personagens cativantes, daqueles que parece que você já conhece faz um tempão. E às vezes me vi no livro, como umas formas de pensar de alguns, como atitudes de outros…

De leitura suave, mas que desperta a sua curiosidade o suficiente para você não querer parar de ler. Minhas únicas resalvas são o ponto de fusão da história, que pra mim não fez sentido na time line que vinha se desenvolvendo, e o final. Tipo: como assim esse é fim? Clichê? Sim. Flatando pontos para arrematar? Também.

Uma estória primordiosa que poderia se desenvolver mais e com mais zelo.

Zangado – O que é ser gamer e como me tornei um

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16299094_10211628857184553_6418001401023472170_nBem pra mim é difícil fazer uma análise desse livro, por um motivo bem simples, sou fã do autor. Então fica difícil se manter o mais neutra possível. Sigo o canal dele no YouTube, mas se você me perguntar quantos vídeos eu dei like ou comentei… Bem poucos, pelo motivo de… Assisto na conta do meu namorado quando estamos juntos… Mas vocês não estão aqui para saber das minhas atividades “YouTubezisticas”…

Bem para quem vê os vídeos do Tio Zangs, fatalmente em uma passagem ou outra vai virar áudio-livro, no meu caso foi o livro todo. O melhor do livro é você passar a saber mais de alguém que você tanto admira e passar a admirar mais, e cair de fato a ficha de “ele é gente como a gente”.

O livro tem uma sequência muito boa dos fatos, e você vai lendo e lendo e de repente: “Eita! Acabou o livro!”. Tudo bem que no meu caso não foi bem assim, ficava olhando e pensando como um livro pequeno podia render tanto… Não! A leitura não estava ruim, é que eu queria desesperadamente saber mais e mais coisas do Tio.

E o livro acabou assim, acho que entre 15 e 20 minutos…

Super recomendo!!!

E para me despedir à moda do Tio:

– “Grande abraço, tudo de melhor sempre! Muito obrigada por tudo! Beleza, então… Valeu… Falou… E até… T+.”

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A boa moça

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wp-image-2142075118jpg.jpg A boa moça aborda as limitações e possibilidades das convenções sociais da Inglaterra do início do século XIX. Ela faz isso com uma leveza, sensibilidade e bom humor, que se torna uma divertida e cativante que nos permite ver de perto, com todas as suas sutilezas, a sociedade inglesa e seus valores.

A história contada com um bom texto e fluidez que faz com o leitor tenha uma agradável experiência em sua leitura. Nos permitindo conhecer melhor a Inglaterra do século XIX, e várias de suas nuances, fazendo com que mergulhemos de fato na história, permitindo-nos até mesmo a ouvir os cascos dos cavalos se chocando contra os paralelepípedos da Londres antiga.

Com viradas e reviravoltas surpreendentes, Georgette Heyer, nos faz apaixonar-mos pelos mocinhos e sentir nojo do “vilão”, e nos deixa rindo com a forma com a qual ela soube arrematar a história e amarrar todas as pontas.

Recomendo para uma leitura suave, daquelas que acalmam a mente.